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Crítica: “A Noite do Jogo”

Segundo o dito popular, sorte no jogo é sinônimo de azar no amor. Mas, como toda regra tem sua exceção, “A Noite do Jogo” (Game Night) chega aos cinemas, com distribuição da Warner Bros. e mostra que é possível ter êxito nas duas áreas em simultâneo.

A trama nos apresenta Max (Jason Bateman) e Annie (Rachel McAdams), assumidos aficionados por jogos em geral, transitando com a mesma eficiência entre tabuleiros, games eletrônicos, competições de dança virtual e disputas de mímica – esta aliás, rende uma das melhores piadas, envolvendo certa franquia literária / cinematográfica vampiresca.

Uma vez por semana, o casal reúne amigos para a tal “noite do jogo” do título, regada a petiscos e bebidas. Tal rotina é abalada pela chegada de Brooks (Kyle Chandler, protagonista de “Early Edition”, uma série muito bacana dos anos de 1990, que aqui no Brasil ganhou o título “Edição de Amanhã”), irmão mais velho de Max – alvo de ressentimento, e até mesmo certa inveja, por seu grande sucesso pessoal e profissional – que propõe uma rodada em sua casa, valendo como prêmio o Corvette Stingray que ele comprou (mesmo sabendo que sempre foi o sonho de consumo de Max). É a tal rixa entre irmãos levada a outro nível de competição.

Através dos serviços de um estabelecimento especializado em “assassinatos cenográficos”, Brooks explica que um sequestro será simulado, mas que algumas ações serão reais. Caberá aos jogadores descobrir as pistas verdadeiras que levarão à solução do caso. Para quem, como eu, adora os chamados jogos de fuga (até faço parte de uma equipe de escapers), essa seria uma proposta inusitada, mas incrível!

Porém, no meio do caminho, acontecem várias coisas inesperadas, que colocarão os personagens em situações de perigo real – ainda que a princípio não tenham consciência disso, o que significa que riem na cara do perigo, literalmente.

Dirigido por Jonathan Goldstein e John Francis Daley – ambos aparecendo em participações especiais -, o elenco está em sintonia absoluta e todos conseguem fazer o público rir. Jason Bateman, que já tem outros títulos cômicos em sua carreira, parece ter se firmado como um dos grandes nomes atuais do gênero. Mas, o destaque mais surpreendente vai para Gary (Jesse Plemons), personagem que na maior parte do tempo nem integra o grupo principal, mas que por sua postura que abraça a bizarrice, é o centro de sequências memoráveis.

Também vale dizer que a cena envolvendo um adorável cachorro e uma mancha de sangue – vista em parte no trailer oficial do longa – é uma das mais engraçadas dos últimos tempos. Ponto para Mark Perez, que entregou um roteiro competente e divertidíssimo.

Role os dados, mova seus peões e corra para os cinemas.

por Angela Debellis

*texto originalmente publicado no site A Toupeira.

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